Desenvolvimento e educação

Equilíbrio Emocional

Equilíbrio Emocional

Agora com essa comemoração escolar tão emotiva que é o dia dos pais levanta-se questões norteadoras que é a ausência deles nas apresentações da escola, e a polêmica fica entre fazer apresentações, não fazer ou criar o dia da família?

No meu ponto de vista não temos com privar a criança desse sentimento, de uma forma ou de outra ela passará por esse constrangimento dentro ou fora da escola e a criança terá que se preparar emocionalmente por essas situações por toda a sua vida. Submeter a criança a encarar a realidade é o mais adequado, o correto, isso estará desenvolvendo a sua maturidade emocional, encarando a realidade de perto com uma dose de amor e compreensão da parte da família e do professor. 

Encontrei um artigo bem interessante e deixo aqui para vocês essa excelente leitura.

Como você está em contato com crianças e pais todos os dias, por meio do seu trabalho pela Primeira Infância, este tema é essencial para que possa orientar os adultos e ficar atento às suas ações diárias junto à criança pequena, ajudando-a a se fortalecer emocionalmente, preparando-a para a adolescência e vida adulta.

A matéria saiu na revista Crescer de maio (página 41) e chamou nossa atenção. Por isso, usamos algumas informações ali contidas para inspirar este post que fala do bem-estar emocional da criança pequena e de como é importante, nos primeiros anos de vida, trabalhar também essa questão, já que é quando se molda o funcionamento do cérebro.

O tamanho e estrutura do órgão não mudam muito do nascimento à vida adulta. Mas, as conexões entre os neurônios (sinapses) que se estabelecem, especialmente até os sete anos, podem fazer diferença no equilíbrio cerebral e, consequentemente, na vida do indivíduo.

Mas, como garantir isso? Simples: oferecendo à criança os estímulos corretos. Para desenvolver as funções cognitivas, usam-se jogos de raciocínio, por exemplo. Para que esse outro lado também se desenvolva, são necessárias interações socioafetivas qualificadas que vão condicionar a mente a ser mais coerente emocionalmente.

A matéria traz os pilares para uma mente sã. Aliás, reforça que uma criança que tem uma mente emocionalmente saudável não é aquela que não chora, tampouco se frustra ou se irrita, “mas aquela que aprimora, constantemente, a compreensão sobre as próprias emoções”, segundo o psicólogo Marcelo Mendes, da PUC-Campinas (SP).

Ter essa capacidade significa possuir uma inteligência emocional (QE) sadia, tão importante quanto o quociente de inteligência (QI). Isso significa que não adianta a criança ser intelectualmente capacitada se não sabe lidar com críticas, por exemplo.

Os especialistas indicam cinco pontos-chave que ajudam a desenvolver o QE da criança:

1. Vínculos afetivos e efetivos – criar momentos de muita qualidade nas relações, de escuta e conversa, de estabelecer limites e, também, reconhecer feitos e conquistas.
2. Autoestima – não adianta “bajular” a criança o tempo todo, como dizer que ela é a mais linda ou mais inteligente do mundo. Fortalecer sua autoestima significa criar um ambiente para que ela se sinta segura, arrisque-se mais e confie no próprio potencial, sem depender das opiniões de terceiros. No lugar de só elogiar a capacidade, vale mesmo é parabenizar o esforço.
3. Resiliência – é a capacidade de lidar com problemas e superar dificuldades. Para exercitar essa habilidade, a criança precisa interagir com o outro e entender que nem sempre tudo sairá como o planejado. Muitas vezes é preciso esperar, em outras, ceder ou recuar.
4. Frustrações – é importante que a criança vivencie choques de realidade. Perder o lanche porque se atrasou na atividade, não brincar na quadra porque não cumpriu tarefas, não realizar o passeio no parque porque choveu… Frustrações necessárias para aprender a lidar com o “não” das tantas situações futuras com as quais irá se deparar. Mas, não basta dizer “não” à criança. Ela precisa entender o porquê para adquirir a consciência crítica, transformando a proibição em aprendizado. Vão ter birra e choro, provavelmente, que devem ser acolhidos com afeto, mas também nominados no momento em que acontecem: “sei que você está com raiva ou decepcionado, mas você tem de lidar com isso”.
5. Brincadeira – angústias e medos que incomodam a criança podem ser expressados nas brincadeiras. Por isso a importância do brincar na Primeira Infância. Os jogos coletivos são ótimas estratégias para isso, porque desenvolvem o senso do pertencimento, o controle da agressividade e o bem-estar, além do aprendizado de respeitar a opinião do outro, as regras necessárias e que nem sempre tudo será do seu jeito. Se a criança brinca de casinha, ela se coloca no lugar dos pais e consegue refletir melhor sobre as ações de quem ela imita.

Todos sabem que as interações sociais infantis alcançam seu auge na escola, onde a criança pode conquistar maior maturidade emocional. Por isso, o espaço educativo onde você atua deve ter:

1. Integração do acadêmico e o emocional – programas escolares que estimulem as habilidades emocionais para melhorar o desempenho das habilidades cognitivas.
2. Bom clima – um espaço educativo que estimule a segurança, o respeito às diferenças, a valorização das amizades e atividades colaborativas.
3. Canal aberto com os pais– qualquer sinal de problema, a escola deve procurar os pais e, sobretudo, estar aberta a eles para quando precisam do apoio da instituição, encontrando, juntos, soluções aos possíveis desvios. A escola tem de ouvir e acolher as angústias das famílias para entendê-las e ajudá-las.
4. Cuidado com a integridade dos alunos – prevenir incidentes, especialmente os causados pelo bullying, é função da escola, com posturas e ações que levem ao respeito às diferenças e à convivência harmônica entre os alunos de diferentes faixas etárias e condições sociais.

Agora é ajudar, com seu trabalho, a criança pequena a construir seu equilíbrio emocional para se tornar um adulto sadio, que faça diferença!

Fonte Texto: Maria Cecilia Souto Vidal

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